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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Que tal cuidar de seus funcionários como se fossem seus clientes ?

English VersionHá algum tempo as empresas (que ainda estão ativas) já entenderam que custa muito mais caro captar um novo cliente do que manter os clientes atuais satisfeitos, e por isso vemos tanta importância dada ao relacionamento com eles, visando a fidelização e a máxima satisfação, nessa linha não são incomuns as iniciativas para ouvir o cliente e estar atento às suas necessidades e os esforços para superar as expectativas e mantê-los satisfeitos, tanto que falar sobre isto hoje parece até clichê (acreditem não era a assim a duas décadas atrás).

Mas ouvindo uma palestra esta semana da On24 sobre Onboarding de funcionários, eu me senti em uma palestra de CRM, só que ao invés de superar as expectativas, criar uma experiência única e fidelizar o cliente eles estavam falando sobre fazer as mesmas coisas com o funcionário.

Eu acredito e sempre preguei que as empresas são na verdade a sinergia de seus funcionários, e que por este motivo devem escolher muito bem quem entra e a partir daí cuidar ainda melhor para que estes estejam satisfeitos e permaneçam motivados e produtivos. Até já escrevi um pouco sobre isso logo no início do blog , dando minha visão sobre a importância das pessoas, então, para mim, falar sobre retenção de talentos também não é algo novo, mas essa palestra me fez pensar que as empresas poderiam pensar em seus funcionários como se estes fossem seus clientes.

É bem possível que esse assunto dê até um livro (ou uma série), mas resumidamente, o que quero dizer é que as empresas poderiam investir em marketing para atrair novos talentos (vejam a campanha do Itau "Do que você é feito?" video1, video2, video3) como fazem para conseguir novos clientes, esforços poderiam ser feitos com o objetivo de se relacionar com o funcionário, ouvi-lo, saber o que ele pensa sobre a empresa e sobre o rumo dos negócios, coisas como o "café com Presidente", ou como pesquisas de satisfação e avaliação de lideranças, e outras iniciativas que dariam mais voz aos funcionários.

Outro ponto importante é a análise de resultados e avaliações sérias de desempenho, que promovam  uma cultura de crescimento e desenvolvimento, ligando os resultados individuais a parcelas variáveis da remuneração, e princialmente promover oportunidades de crescimento, incentivadas pelas lideranças corporativas, sabe quando você analisa um conta para ver se ela está dando lucro e traça um plano para aumentar seu wallet share ou para cortar os custos?, então é isso ... só que com os funcionários.

Talvez à princípio isso pareça muito caro e pode até ser, principalmente em empresas grandes que ainda têm uma enormidade de processos antiquados e ineficientes, mas será que isso já não sai caro hoje ? Através de líderes despreparados, muitas empresas estão cheias de departamentos inchados com resmungões desmotivados e não comprometidos, e isso, além de custar caro, repele aqueles que estão dispostos a fazer um trabalho sério e consequentemente trazer melhores resultados, encantar os clientes e aumentar a lucratividade.

Se as pessoas certas estiverem na empresa e principalmente, se as erradas estiverem fora, com certeza reter os funcionários mantendo-os satisfeitos, sairá bem mais barato do que perder esses talentos, com seus conhecimentos, aptidões e vontade para a concorrência.

É claro que tudo isso exigiria mudanças profundas na cultura empresarial, não apenas nos departamentos de RH e sua forma de contratar e avaliar os candidatos, mas também nas lideranças e nas pessoas em todos os departamentos, para que essa cultura continue a fluir sem barreiras.

Felizmente Já vemos algumas inciativas nesta direção, principalmente em mercados onde a escassez de mão de obra qualificada está forçando as empresas a se adaptarem mais rapidamente para se manterem competitivas e creio que estas iniciativas devam crescer mais e mais nos próximos anos, pois a cada ano que passa com a tecnologia aumentando e se tronando commoditie, as pessoas passam a ser ainda mais importantes.

Eu desejo profundamente que daqui há 10 anos, ao reler este post, e ao ver este novo cenário sendo a regra, eu também possa dizer que ele é tão clichê, quanto eu acho clichê hoje, falar sobre relacionamento com os clientes.

- Cleber Lima
Open your mind, let the future get in

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Foco nas pessoas ...

Há muito se sabe que são as pessoas que fazem a diferença nas organizações, e diferente do que possa parecer a evolução tecnológica até certo ponto ressaltou isso.

As pessoas que sobrevivem à selvagem seleção natural imposta pela modernidade, pela tecnologia e pela abundante informação, são mais fortes e melhor preparadas para dirigir as organizações, determinando diretamente seus sucessos e fracassos.

Em seu livro "Good to Great", Jim Collins defende uma tese muito interessante, que ele chama de "primeiro quem, depois o que" que em síntese prega o seguinte:
"Eu posso não saber exatamente pra onde devemos levar a empresa, mas se tivermos as pessoas certas dentro, nos lugares certos, e as pessoas erradas fora, aí iremos descobrir como dirigí-la a um lugar importante"
Na maioria das empresas o CEO é o primeiro a dizer que devemos buscar, valorizar e reter o talento, porém disseminar essa idéia parece mais difícil à medida que se desce na escala hierárquica. Não é incomum vermos pessoas talentosas, sendo desperdiçadas e tolhidas no seu crescimento profissional, apenas pela incompetência de seus superiores imediatos.

O Google, grupo que hoje determina como usamos a internet, e uma das melhores empresas para se trabalhar no Mundo, adotou um sistema "anti-repressão de talento" que permite que qualquer funcionário se dirija a qualquer pessoa dentro da organização, para conversar e apresentar uma idéia, não importando o nível hierárquico, sem que isso gere represálias ou melindro, por parte de seu chefe, ali os coordenadores precisam servir suas equipes e não o contrário e toda a informação precisa fluir livremente entre todos os níveis da organização, criando um cenário onde a colaboração se torne a chave para a eficiência e pra cumprimento de metas agressivas.

E isso funciona por lá (acreditem, funciona até na filial do Brasil) pois possibilita que pessoas talentosas sintam-se à vontade para trabalhar e se sintam recompensadas e realizadas profissionalmente.

Assim as empresas deveriam olhar com muito carinho para seus departamentos de RH e refletir se estas são as pessoas certas para administrarem um de seus maiores capitais. Para garantir que a empresa atraia, desenvolva e mantenha pessoas qualificadas é fundamental disseminar a visão, a missão e objetivos da empresa e garantir que todos os funcionários estejam alinhados com eles. Nessa direção, o ITAU criou uma inovadora campanha de marketing intitulada "Do Que você é feito ?" com o objetivo único de atrair jovens talentos, mostrando porque eles deveriam optar pelo banco para construirem suas carreiras:

Sobre a Campanha, Adriano Lima, diretor de gestão corporativa de pessoas do Itau disse :
"Somos hoje um dos maiores bancos do mundo e nesse novo cenário pessoas com espírito inovador são fundamentais. Trainees têm enorme potencial de desenvolvimento e aprendizado e podem agregar muito para o nosso negócio, pois chegam com muita energia e visão diferenciada. Queremos que eles estejam conosco nesse momento de crescimento e, para isso, oferecemos benefícios e remuneração acima da média do mercado"   
Ainda há muito o que fazer para mudar a mentalidade feudal de muitos gestores mundo afora, mas os resultados mostram qual o caminho a seguir, nos resta então fazer nossa parte e promover a mudança dentro das empresas em que estamos, seja qual for nosso nível hierárquico.

- Cleber Lima
Open your mind, let the future get in